Etnia curda é vítima de violência
Curdos
da cidade de Dohuk
IRAQUE (21º) - Os curdos são um povo fragmentado. Considera-se
que eles sejam o maior grupo não-alcançado do mundo
sem um país. Eles também não têm amigos:
têm forças os ocupando por todos os lados; possuem
divisões internas e carregam a culpa de perseguir e matar
os cristãos. Uma expressão famosa deles é a
seguinte: “Não temos amigos a não ser as montanhas”,
nas quais eles gastam a maior parte de suas vidas fugindo da aniquilação.
Com uma população de 40 milhões, os curdos
estão no Iraque (16%), Turquia (46%), Irã (23%), Síria
(7%), Europa (5%) e na ex-União Soviética (3%).
Muitos
acham que eles são o mais oprimido de todos os povos. Em
1992, a ONU relatou que 200 mil curdos no Iraque haviam sido assassinados.
No Iraque, Saddam Hussein envenenou a cidade de Halabja com gás
em 1988, e seis mil pessoas foram mortas. Em 1991, perto da Guerra
do Golfo, Saddam destruiu quatro mil vilas e mandou os curdos para
60 lugares diferentes. Redes de televisão em todo o mundo
mostravam imagens dos curdos no norte do Iraque fugindo pelas montanhas
para a Turquia e para o Irã. No leste da Turquia, 2.800 vilas
foram destruídas na década de 1990, em retaliação
aos ataques e às atividades de guerrilha contra as forças
do governo turco. Um milhão de curdos emigrou para Istambul
e para outras cidades turcas nos últimos dez anos, para recomeçarem
suas vidas. Na Síria, qualquer dissente é reprimido
brutalmente.
Os
curdos afirmam que o Curdistão é sua nação,
embora ela não seja reconhecida oficialmente pela ONU. O
Curdistão foi varrido da face da terra depois da 1ª
Guerra Mundial, quando os aliados mutilaram o Oriente Médio
e negaram aos curdos um Estado-nação. Através
do século 20, a luta dos curdos por autonomia política
e cultural sofreu oposição dos países da região
e os curdos sempre são usados como garantia na política
regional. Os curdos são um catalisador regional. A Mesopotâmia,
terra nativa deles, tem dirigido os acontecimentos no Oriente Médio
desde os primeiros registros da História. Em abril de 1991,
depois do levante curdo no norte e dos xiitas árabes no sul
contra o governo iraquiano no centro do país, foi implementado
um abrigo para os curdos, para que os refugiados recebessem segurança
e ajuda humanitária nos campos ao longo da fronteira entre
o Iraque e a Turquia. Sob considerável limitação
e contra forte oposição externa e interna, o abrigo
curdo tem sido governado com sucesso pelos próprios curdos
há uma década. Isso tem trazido relativa paz à
área, o que permite aos curdos começarem, de alguma
forma, a normalizar suas vidas e sua pátria.
A Portas
Abertas apoiará uma campanha de oração feita
pela Aliança Curda. Serão sete dias de oração
por esse povo, a partir do próximo domingo 11 de março.
Em nosso site serão colocados pedidos de oração
pelos curdos e mais informação sobre eles. Tradução:
Daila Fanny
Fonte: Pray4kurds.com
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